“Não vou em missão para África mas dou muito valor aos missionários e aos jovens que vão”, afirmou o publicitário Mário Rui Silva durante a conversa com o missionário Norberto Louro.
“Não vou em missão para África mas dou muito valor aos missionários e aos jovens que vão”, afirmou o publicitário Mário Rui Silva durante a conversa com o missionário Norberto Louro. Vinte e dois dias em África, numa viagem da Namíbia a Moçambique, 6 500 quilómetros e a passagem por meia dúzia de países deixaram impressões fortes no publicitário.
Há ali terreno onde há muita coisa a fazer. Dá para perceber o quão a vida é difícil salientou o homem que fez a viagem num jipe com o filho.
Na África profunda há situações dramáticas a que é impossível ficar indiferente.
Como a aldeia no meio do nada, com meia dúzia de pessoas entre as quais uma criança de cadeira de rodas. E contrapõe o publicitário com as comodidades de água quente e do queixume da vida que no mundo ocidental se faz. Ou uma outra em que as crianças viram o grupo de expedicionários e pediram água. O normal, no mundo ocidental é ter água o que é uma visão redutora, completamente alterada.
O momento de dar água potável a uma criança foi registado pela objectiva de Vasco Silva e a foto foi eleita por Norberto Louro como a predilecta. Metade da água que se bebe não é potável, lembra o superior dos missionários da Consolata. O dar de beber é ajudar esta criança a ter um elemento essencial para crescer, desenvolver, diz o missionário que em 26 anos por África deu de beber a muita gente. Não água engarrafada mas aquela que coámos com o lenço de assoar.

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