Como é que os bispos lusófonos vêm a presença missionária nos seus países?
Como é que os bispos lusófonos vêm a presença missionária nos seus países?À questão lançada pela irmã Matilde Faneca, vice-presidente da Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal – CIRP, os prelados manifestaram o seu agrado pelo trabalho desenvolvido e apontaram dificuldades existentes nos seus países.
O relacionamento é bom, diz o bispo Damião Franklim, a propósito da ligação entre a Igreja católica angolana e os institutos religiosos a operar no terreno. Mas é preciso também olhar para o interior, afirmou. Isto porque – adiantou – 80 por cento dos fiéis estão distribuídos pelo litoral e um terço destes vive nas cidades.
No Brasil, caminhamos juntos, afirmou o cardeal Geraldo agnelo. a cooperação é muito grande. achei interessante unir mais. Lá, talvez possamos ir por esse caminho.
Já o bispo auxiliar de São Paulo, Odilo Scherer frisou a dificuldade que se adivinha: estamos muito preocupados, na amazónia, com o avanço dos grupos pentecostais.
Por outro lado, a maioria vive nas cidades e não aprendemos a trabalhar convenientemente nas grandes cidades, onde vivem mais de 80 por cento da população brasileira.
Na Guiné-bissau, a questão que se coloca é como é que os institutos podem, dentro do carisma da Igreja local, apresentar o próprio carisma, adiantou o bispo de Bafatá, Pedro Zilli.
O bispo de Bissau, José Camnate assinalou a existência de um curso de história e também cultura guineense como forma de ajudar na integração dos missionários que vão trabalhar para aquele país. Um curso onde também se aprende crioulo e que tem dado frutos.
O bispo de Baucau, Basílio do Nascimento apontou a credibilidade, ao longo do tempo, da presença de congregações religiosas em solo timorense. Mas faltam recursos humanos. Foi adiantado nestes trabalhos que sete a oito mil almas estão completamente abandonadas. Precisamos de missionários que acarinhem a comunidade portuguesa lá.
Por seu turno, o prelado de São Tomé, abílio Ribas manifestou a sua satisfação pelo trabalho desenvolvido pelas religiosas no seu país. O trabalho delas é todo precioso: catequese, saúde, promoção da mulher. E precisávamos de mais gente que fosse eficaz, à semelhança dos Leigos para o Desenvolvimento.
Foto: Cardeal Geraldo Majella agnelo, D. abílio de Sousa Ribas, D. José Lai Hung-seng, D. Lucio andrice Muandula, D. Damião Franklim

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