Em que condições se faz o anúncio? Técnica assume papel importante nesta pós modernidade. E qual o lugar do homem, da natureza e de Deus?
Em que condições se faz o anúncio? Técnica assume papel importante nesta pós modernidade. E qual o lugar do homem, da natureza e de Deus?O desafio, na era da pós modernidade, é “fazer da verdade companheira de vida”, afirmou D. Rino Fisichella, na conferência inaugural do V Simpósio do Clero de Portugal, que decorre até 8 de Setembro, em Fátima.
” a verdade deve atestar o seu lugar, não no organigrama da ciência mas na vida das pessoas para que possa chegar à existência plena de sentido”, salientou perante os 400 sacerdotes participantes.
“Temos medo de nos confrontarmos até ao fim com o problema da verdade. E o primeiro a ser atingido é o Cristianismo”, afirmou.
Neste período do pós modernismo, em que a “emotividade substitui a razão” e a concepção da vida se define individualista e a técnica assume um papel primordial, D. Rino Fisichella defendeu que, no futuro, homem, natureza e Deus assumem uma mesma importância enquanto que técnica assume maior predominância.
O prelado defendeu a necessidade de reflectir sobre o contexto em que se realiza o anúncio, actualmente. Ou seja, “não reflectir era pensar que a nossa linguagem era compreendida, o que é no mínimo discutí­vel”, reforça.
Em jeito de análise, salientou que “se os cristãos são convidados a ser portadores do anúncio de salvação” e, afinal, responder à questão última: o sentido da vida; os sacerdotes, pelas características e ministério que desempenham têm de analisar esta realidade com uma preocupação acrescida. Senão “corremos o risco de usar linguagens que já não são compreensí­veis às categorias dos nossos contemporâneos”.

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