Longí­nqua Mongólia torna-se vizinha pela presença dos missionários da Consolata. São os primeiros passos neste país do imenso continente asiático para aproximar as suas populações.
Longí­nqua Mongólia torna-se vizinha pela presença dos missionários da Consolata. São os primeiros passos neste país do imenso continente asiático para aproximar as suas populações. Três horas de voo do aeroporto de Incheon, na Coreia do Sul, ao aeroporto de Chinggis Khaan, colocam-me na capital da Mongólia, Ulaanbaatar. a minha primeira visita conduz-me ao mosteiro budista de Cancan. é um dos poucos sobreviventes da destruição estalinista.
O confronto do budismo mongol com o coreano é inevitável. Mais tibetano, com muitos elementos xamanistas. a estátua de Buda, no templo central, tem 25 metros de altura. alguns monges são casados e não vivem no templo, o que me surpreendeu.
O dia terminou com a visita ao Museu de História Nacional e à praça central com a estátua de Ghenggis Khaan e o parlamento.
Um retiro espiritual com os missionários da Consolata que trabalham na Mongólia, motivo da minha visita, levou-me a um campo “gher”, tenda tí­pica mongol. a contemplação da natureza tornou mais fácil o encontro com Deus. Espaços a perder de vista de estepes herbáceas percorridas por cavalos, ovelhas, vacas e pelo famoso yak, estendem-se aos pés das montanhas. Cada dia, durante uma semana, o pôr-do-sol dourado trouxe -noites estreladas, que raramente se observam na Coreia.
No final do retiro tive a oportunidade de visitar o Museu de História Natural, povoado de fósseis de dinossauros, frequentes no deserto de Gobi. à noite um espectáculo de música e danças tradicionais fechou o dia.
O meu destino é o Sudoeste do país. apenas saí­ da cidade, entrei nas grandes estepes despovoadas. aqui e acolá um centro habitado. Muitos centros outrora usados pelos soldados russos e agora abandonados. Um ou outro gher, cavalos e ovelhas aos milhares.
a primeira paragem é em Karkhorim. antiga capital do império mongol, foi destruída pelos chineses. Restam apenas um grande complexo de muralhas e alguns templos de Ertene Zuu (1600). Durmo num campo “gher”, ali perto. De manhã, após a visita ao monumento dedicado a Ghenggis Khaan, parto para um famoso templo, refúgio de Zana Bazar, o primeiro chefe do budismo da Mongólia.
as poucas estradas asfaltadas estão cheias de buracos. nas mãos de um condutor mongol experimentado viajo sobre pistas poeirentas, atravessando rios aqui e acolá. ao descer um vale, fico surpreendido com a presença de milhares de pessoas. andam em busca de ouro. Homens, mulheres e crianças, famílias inteiras escavam, peneiram a terra à procura do pó amarelo.
Vivem em condições infra-humanas, alguns há dois anos. Os habitantes do lugar chamam-lhes “ninja”. assemelham-se às tartarugas do mesmo nome, porque levam às costas uma bacia de plástico.
Finalmente chego à cidade de Harweher, capital da região, de 22 mil habitantes. é neste centro que os Missionários da Consolata vão abrir uma nova missão. é a primeira presença católica na região.
a minha visita terminou.com três horas de avião, passei das noites frias e secas da Mongólia ao calor húmido do Verão coreano. Dois países asiáticos de recente fundação dos Missionários da Consolata.

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