Chuvas torrenciais provocaram as mais graves inundações do último século. as autoridades oficiais falam em apenas algumas centenas de mortos ou dispersos.
Chuvas torrenciais provocaram as mais graves inundações do último século. as autoridades oficiais falam em apenas algumas centenas de mortos ou dispersos. Segundo a organização humanitária “Bons amigos”, os mortos poderão atingir os 10 mil. São numerosos os dispersos, devido às inundações que investiram a Coreia do Norte. a mesma organização não governamental afirma que “cerca de quatro mil pessoas são dadas como dispersas e acreditamos que possam chegar aos 10 mil”.
Os órgãos oficiais de informação nortecoreanos, que admitem tratar-se de uma das mais graves inundações do último século, falam só de algumas centenas de mortos ou dispersos. Iniciadas a 10 de Julho, as chuvas torrenciais não cessaram de cair durante duas semanas, espalharam morte e destruição, provocando um verdadeiro desastre humanitário.
O governo de Piongyang recusou as ofertas de ajuda da Coreia do Sul. as tempestades tropicais destruí­ram as culturas em todo o país. Há aldeias que desapareceram do mapa. as agências internacionais afirmam que, apesar das negações e recusas do governo, a situação é dramática. Calcula-se que, pelo menos, 60 mil pessoas ficaram sem casa e que as colheitas de arroz e batata foram completamente destruídas.
a agência das Nações Unidas (ONU) para a alimentação preparou 70 toneladas de alimentos para a população, mas Piongyang recusou a ajuda. “O governo da República Popular da Coreia fez-nos saber que é capaz de resolver por si só o problema”, referiu o porta-voz da agência da ONU, Barry Came. E acrescenta: “Prosseguem as conversações”. a ajuda da Cruz Vermelha da Coreia do Sul também foi recusada.
a ONU recorda que em 1990, devido à carestia provocada pelas inundações e à má gestão do governo, morreram mais de dois milhões e meio de pessoas. a sobrevivência da maioria de 23 milhões de nortecoreanos depende das ajudas alimentares provenientes da China e da Coreia do Sul.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *