Benedito Roberto, bispo de Novo Redondo-Sumbe, aborda o protocolo assinado com a diocese de Leiria-Fátima. Hoje, 2 de agosto, parte a primeira equipa missionária.
Benedito Roberto, bispo de Novo Redondo-Sumbe, aborda o protocolo assinado com a diocese de Leiria-Fátima. Hoje, 2 de agosto, parte a primeira equipa missionária. 1. O protocolo de geminação das dioceses de Leiria-Fátima e Sumbe é importante a vários níveis. Por um lado o reconhecimento e a continuação da experiência missionária bem vivida do padre Ví­tor Mira nesta diocese, como é também manifestação do grande do Espírito eclesial da Igreja de Leiria-Fátima, que acredita na riqueza espiritual da comunhão dos bens espirituais que lhes podem vir também das Igrejas jovens. a celebração deste protocolo pode marcar um arranque histórico e pastoral de muito enriquecimento para estas duas comunidades diocesanas.
2. Espero muito, da geminação celebrada, para a nossa diocese, nos campos pastoral, espiritual e social. Ganhará a evangelização com o reforço de mais obreiros, o seminário diocesano que poderá contar com a colaboração de sacerdotes e leigos na formação académica dos nossos seminaristas, o presbitério e o laicado diocesanos. O português, língua base para a aprendizagem das outras disciplinas escolares no país que a tem como língua veicular, será um dos grandes benefí­cios que trará o protocolo celebrado.
3. a presença do clero secular de Leiria-Fátima, vem como que retomar uma longa tradição vivida na actual diocese de Novo Redondo, evangelizada em todo o litoral e extensas partes do interior pelo clero secular vindo de Portugal. Mas a Igreja é por sua natureza missionária. Essa colaboração rubricada entre as duas dioceses, não fecha de maneira alguma a porta aos Institutos missionários que têm e terão nesta diocese com mais de 60 quilómetros quadrados e populações sedentas do conhecimento de Deus, espaço inesgotável para a enriquecerem com os seus carismas.
4. a diocese do Sumbe é uma Igreja ainda jovem. Neste sentido temos de reconhecer que materialmente não podemos querer-nos em pé de igualdade. O que achamos que podemos oferecer aos irmãos da diocese de Leiria/Fátima, é certamente a nossa alegria africana de viver a fé em Jesus Cristo, expressa de modo particular nas nossas liturgias. Mas a longo prazo, podemos pensar também na experiência em pessoal, quando temos em conta o consolador número de candidatos ao sacerdócio nesta diocese.
Sumbe, 01 de agosto de 2006.
Benedito Roberto, bispo de Novo Redondo (Sumbe)

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