Muitos coreanos procuram noiva nos países asiáticos, sobretudo no Vietname. Fazem-no através de agências matrimoniais cuja reputação nem sempre é das melhores.
Muitos coreanos procuram noiva nos países asiáticos, sobretudo no Vietname. Fazem-no através de agências matrimoniais cuja reputação nem sempre é das melhores. Na Coreia do Sul, o maior número de homens, em relação às mulheres, provoca um verdadeiro “negócio da China”. a prática de abortos selectivos para que o primeiro, e normalmente único filho, seja menino explica que haja menos mulheres. Por outro lado, o aumento do número de mulheres que não querem casar, pois conseguem ser independentes economicamente, agrava mais o problema.
Uma fotografia, publicada recentemente num jornal de Seúl, capital da Coreia do sul, que mostrava três sulcoreanos numa entrevista com futuras noivas vietnamitas, em Ho Chin Min City, capital vietnamita, causou fortes protestos das associações femininas do Vietname. Estas condenaram os coreanos, que tratam as mulheres vietnamitas como “mercadoria barata”. a diferença bastante acentuada, sobretudo económica, entre a Coreia e os países de onde as noivas são provenientes não justifica a violação dos direitos e da dignidade humana destas pessoas.
O fenómeno dos casamentos internacionais tem vindo a crescer nos últimos anos na Coreia do Sul. Estatí­sticas apontam para cerca de 25. 000 casamentos destes por ano, sendo 15. 000 entre coreanos e chinesas, seguidos de 5. 800 com mulheres vietnamitas. as maiores vítimas são as mulheres estrangeiras, muitas das quais não aguentam a vida, sobretudo quando após o casamento vão viver para o meio rural, longe de todos e de tudo. a relação sogra-nora na Coreia tem fama de ser muito difícil para a nora. Mais difícil será para mulheres de uma outra cultura conviverem com sogras coreanas. São muito poucas, de facto, as histórias com finais felizes entre as estrangeiras casadas com coreanos.
as autoridades coreanas têm feito esforços no sentido de ajudarem estas mulheres a adaptarem-se à vida na Coreia, até porque as comunidades rurais estão a tornar-se cada vez mais dependentes dos casamentos internacionais.

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