Instituições são resposta quando as famílias falham no processo educativo. Técnicos devem permanecer nas instituições de forma a criar laços de familiaridade com estas crianças e jovens.
Instituições são resposta quando as famílias falham no processo educativo. Técnicos devem permanecer nas instituições de forma a criar laços de familiaridade com estas crianças e jovens. Quando o problema não é das crianças mas das famílias a resposta a um projecto de vida melhor para as crianças passa pelas instituições. “Não há nenhuma instituição boa. agora, a maior parte das instituições podem fazer um esforço. Para isso é preciso profissionais que permaneçam”, defendeu Freitas Gomes durante a comunicação “as instituições de acolhimento entre rupturas e a reinvenção da relação”, nas Jornadas sobre crianças institucionalizadas que decorrem até 3 de Junho, em Fátima.
Na prática, o psiquiatra defende que é necessário que as crianças sejam acompanhadas por técnicos que vão fazendo parte da sua vida e do seu mundo e que com eles estabeleçam relações afectivas. Por isso recusa a ideia que o ideal para essas relações de afectividade é ter grupos entre 8 a 12 crianças e adolescentes. Porque “um número superior a 12 acaba por perder as ligações afectivas e acaba por institucionalizar”.
O especialista não é favorável a que as crianças passem fins-de-semana e férias em famílias de acolhimento porque considera “é preferí­vel que seja educado (na instituição) e que lhe mostrem que “há outra realidade (familiar) do que mostrar o paraíso ” e fazê-los voltar às instituições, o que pode ser “devastador”.
“O problema é que a família está ausente” e “a maior parte das famílias são monoparentais, algumas reconstruí­das o que dá a ideia que está tudo a funcionar muito bem. Mas não está”, afirmou o psiquiatra Freitas Gmes .
omo a família longe dos cânones tradicionais não funciona “temos problemas mais graves com as crianças e jovens”. a problemática de crianças e jovens que são “problema” deve ser encarada na família e na escola, defendeu o técnico. O especialista salienta a necessidade de haver equipas pluridisciplinares que acompanhem as famílias e que estabeleçam relações de colaboração, essenciais para uma boa educação e acompanhamento dos filhos. “o ser pai ou mãe não significa que se é capaz” referiu, reforçando a ideia que “ser pai ou mãe é a tarefa mais importante, mais complexa e o nosso sistema não ensina a sê-lo. E toda a gente acha que sabe”.
Também a escola tem um papel na educação das crianças. Mas o cenário não é animador: ” a estrutura de apoio «escola» em Portugal não funciona”, salientou.
” a melhor escola era aquela que respeitasse a realidade do ser pessoa” referindo-se que muitas vezes a preocupação é maior em cumprir programas do que em estabelecer uma boa relação com os alunos.

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