Maiores situações de pobreza e exclusão existem nas paróquias de Marinha Grande, Marrazes e Vieira de Leiria revela estudo da pobreza e exclusão da diocese de Leiria-Fátima apresentado a 1 de Junho.
Maiores situações de pobreza e exclusão existem nas paróquias de Marinha Grande, Marrazes e Vieira de Leiria revela estudo da pobreza e exclusão da diocese de Leiria-Fátima apresentado a 1 de Junho. São 1300 as famílias que vivem em situação de pobreza na diocese de Leiria-Fátima. O estudo que não pretende ser cientí­fico, da Comissão Diocesana de Justiça e Paz apresentado a 1 de Junho, revela que as situações de maior pobreza ocorrem nas paróquias de Marinha Grande, Marrazes e Vieira de Leiria.
Estas pessoas que vivem em situações de pobreza vivem em bairros sociais onde vivem com outras famílias carenciadas. No caso dos Marrazes, trata-se de um bairro sub-urbano que vive também estes problemas de bairro de periferia da cidade. Desemprego, dificuldade de inserção e outras questões sociais atingem também a Vieira de Leiria, com actividades de ocupação sazonais.
Maví­lia Frazão revelou ainda que as problemáticas que afectam estas famílias são a falta de recursos económicos, comportamentos auto-destrutivos( álcool, toxicodependência, prostituição), ruptura familiar, isolamento, doença mental, exclusão e minorias étnicas.
as situações de pobreza mais preocupantes ” revela o estudo – dizem respeito à falta de capacidade de gerir das famílias, desemprego, falta de meios para resolver problemas, falta de habitação condigna e insuficiência de rendimentos, pobreza envergonhada e falta de formação.
Quando às respostas sociais existentes, elas são dadas na quase totalidade pelas Conferências de São Vicente de Paulo. Seguem-se os apoios dados pelos grupo sócio-caritativos e voluntários, centros paroquiais, Cáritas, além de outros.
No que diz respeito a soluções, as paróquias que responderam ao inquérito, referem a necessidade de maior apoio das entidades oficiais, maior formação e apoio técnico aos grupos sócio-caritativos, criação de emprego e reforço do mercado social, em dez medidas sugeridas.
Foram inquiridas as 75 paróquias da diocese num estudo que a vogal daquela Comissão, Maví­ldia Frazão levou a cabo. Quase todas as que responderam têm já uma resposta ao nível da infância (jardim, aTL) ou ao nível da terceira idade (centro dia, lar, apoio domiciliário), referiu a autora do estudo que a maior aposta se verifica nas respostas para a infância.
“é preciso não ficar pelos grandes princípios, é preciso conhecer a realidade que nos cerca, é preciso agir, colaborando nas soluções”, afirmou o presidente desta comissão diocesana, Tomás Oliveira Dias.
Este responsável chamou ainda à atenção de paróquias onde não há grupos sócio-caritativos para que sejam criados e que sejam conhecidas as situações de pobreza, muitas vezes escondida.

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