a 1 de Junho de 1962, seis meses antes da independência, começou para o Quénia o auto-governo. Hoje, 44 anos depois, alastram a corrupção e o abuso da liberdade.
a 1 de Junho de 1962, seis meses antes da independência, começou para o Quénia o auto-governo. Hoje, 44 anos depois, alastram a corrupção e o abuso da liberdade.com grandes festas o Quénia acaba de celebrar o dia da “madaraka”, memória da transferência dos poderes de governação da autoridade colonial inglesa para os políticos nacionais liderados por Jomo Kenyatta, que viria a ser o primeiro presidente do país .
a celebração teve a devida pompa. a memória da liberdade conseguida foi motivo de orgulho nacional. Mas houve e há grandes razões que apontam para um impasse, para não dizer retrocesso, a muitos níveis, da vida nacional.
O abuso da autoridade, dos dinheiros e dos bens públicos é talvez a maior chaga no corpo da nação. títulos de propriedade são atribuídos a amigos e parentes ou vendidos à socapa. é assim que nascem os super-ricos com quilómetros quadrados de propriedade e os miseráveis sem uma pedra onde reclinar a cabeça.
a corrupção, de que tanto se fala e que o presente governo prometeu eliminar, não só está de saúde, mas tem o descaramento de se mostrar em lugares e pessoas em quem o povo precisa de confiar, como sejam a polícia, os tribunais, os serviços de apoio ao cidadão e assim por diante.
Vou deixar-me de lamentações. O povo queniano é forte e corajoso, amante da vida e capaz de incrí­veis sacrifí­cios. Bem merece a alegria de se saber senhor do seu destino.

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