Excisão genital deve acabar. Em condição nenhuma é aceitável, diz a Organização Mundial de Saúde. Esta prática envolve três milhões de meninas com menos de dez anos.
Excisão genital deve acabar. Em condição nenhuma é aceitável, diz a Organização Mundial de Saúde. Esta prática envolve três milhões de meninas com menos de dez anos. “Esta prática é totalmente inaceitável, trata-se da pior forma de agressão e que deve terminar”, defendeu a directora-geral adjunta da Organização Mundial de Saúde (OMS).
Na apresentação de um estudo sobre mutilação genital, em Genebra, Joy Phumaphi afirmou ainda que mesmo sob efeito de “anestesia, por médicos qualificados e com boas condições de higiene, nós dizemos muito claramente que é inaceitável”.
O estudo realizado junto de mais de 28. 000 mulheres de seis países de África, a OMS concluiu que as vítimas de mutilações sexuais apresentavam mais riscos de sofrer complicações durante a gravidez e de perder os seus bebés durante o parto.
Em cada mil partos em África, morreram mais 10 a 20 crianças devido a esta prática, que não é exigida por qualquer religião, diz a OMS.
Esta prática subsiste sobretudo na África negra e envolve três milhões de meninas, com menos de dez anos. Mais de cem milhões de mulheres foram vítimas desta prática.
a prática da mutilação varia de um país para outro. No Senegal atinge 20 por cento das raparigas enquanto que no Sudão, 90 por cento. Mesmo no Senegal este número pode subir aos cem por cento em algumas zonas rurais, sejam elas cristãs ou muçulmanas.
Se o Burkina-Faso e, em menor medida, o Senegal fazem os possí­veis por lutar contra a excisão, a situação é “muito difícil” em países como a Serra Leoa, Libéria ou o Sudão, diz a OMS.

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