O ex-presidente sul-coreano, Kim Dae-Jung, prepara-se para visitar a Coreia do Norte pela segunda vez.
O ex-presidente sul-coreano, Kim Dae-Jung, prepara-se para visitar a Coreia do Norte pela segunda vez. Depois da primeira e famosa visita à Coreia do Norte em Junho de 2000, que lhe valeu o Prémio Nóbel da Paz, Kim Dae-Jung dá mais um sinal do avanço lento mas encorajador das relações entre as duas Coreias, apesar do impasse internacional relativo à questão do arsenal nuclear da Coreia do Norte.
a 17 de Maio, as delegações das duas Coreias, reunidas na estância turí­stica da Serra de Kumgang, a poucos quilómetros da fronteira com a Coreia do Sul, chegaram a acordo para a segunda visita de Kim Dae-Jung a PyongYang, capital norte-coreana. Terá lugar em Junho e durará quatro dias. a delegação norte-coreana deitou por terra as esperanças de uma visita por comboio, a primeira através da linha-férrea que liga o Norte com o Sul e que foi recentemente restabelecida após ter sido fechada depois do fim da Guerra das Coreias (1950-53).
a data exacta do encontro será definida após acertos feitos em relação ao modo de transporte a ser usado pelo ex-presidente. Foram acordados novos encontros relativos à zona industrial de Kesong, que foi construí­da por consórcios do sul e que emprega trabalhadores dos dois lados da fronteira. Um oficial da delegação do sul afirmou: ” a Coreia do Norte recebeu de forma positiva esta visita de Kim Dae-Jung e concordou em lhe dar o tratamento honorí­fico que merece. ”
a viagem de comboio foi recusada pela delegação do norte, que alegou razões de segurança militar. Sugeriu que Kim Dae-Jung faça um voo directo entre Seúl e PyongYang. Os militares norte-coreanos não estarão de acordo com a circulação de comboios entre os dois países. Nestes dias decorrem negociações entre líderes militares das duas Coreias.
Os dois lados acordaram que a comitiva de Kim Dae-Jung inclua pessoal médico e governativo. Desconhece-se se foi discutida a agenda do encontro entre Kim Dae-Jung e o líder norte-coreano, Kim Jong-Il. No sul, todos esperam que possam tratar da reunificação, bem como do impasse que se tem sentido nas negociações internacionais, em que tomam parte, além das duas Coreias, China, Rússia, Japão e Estados Unidos. Pensa-se que será discutida a possível visita a Seúl do líder norte-coreano, já acordada em 2000, mas que até hoje ainda não se realizou.
São sinais do avanço lento mas encorajador das relações entre as duas Coreias. a Coreia do Sul tem estado ao leme das iniciativas de re-aproximação, muitas das quais nem sempre são acolhidas pelas autoridades do Norte. Já aconteceu cancelarem um encontro à última da hora sem darem qualquer explicação. é de louvar a paciência e esperança de muitos sul-coreanos, a começar pelo governo e oposição.
De Seúl
Foto: Estação de Dorasan, a última antes de entrar na Coreia do Norte de comboio. Foi renovada e está preparada para a eventual livre circulação de comboios entre as duas Coreias.

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