De Montemor-o-Novo a Lavre, os peregrinos, cada vez mais conhecidos, recebem o carinho e o estí­mulo dos carros que passam e dos habitantes dos montes e terras alentejanas.
De Montemor-o-Novo a Lavre, os peregrinos, cada vez mais conhecidos, recebem o carinho e o estí­mulo dos carros que passam e dos habitantes dos montes e terras alentejanas. No domingo, dia 7, o grupo levantou-se antes do programado. Um peregrino protestou: “as mulheres começaram às 5h00 da manhã a mexer em sacos de plástico e acordaram-nos a todos antes da hora”. Mas o dia, radiante, convidava a uma caminhada. Um ar fresco soprava favorável. às 7h00, a missa na capela dos Irmãos de São João de Deus. O P. antónio, membro desta ordem religiosa, que preside à Eucaristia, manifesta “uma alegria imensa” por ali os terem acolhido, abençoa-os e deseja-lhes boa viagem. O pequeno-almoço é-lhes servido pela Santa Casa da Misericórdia nas instalações da Escola Secundária desta cidade. O tempo livre dado pelos guias serviu para que as mulheres esquecessem os propósitos da peregrinação e entrassem numa loja chinesa, que também as há em Montemor, um municipio com cerca de 11 mil habitantes. São as tentações de um peregrino.
De resto, a estrutura do horário funcionou basicamente como no dia anterior, entre caminhar, orações, refeições, descanso. O que muda são os lugares, as paisagens, sempre belas, as pessoas com que se cruzam e o cansaço, que vai em aumento.
No dia da mãe, o carinho dos filhos
Mas sendo este domingo o dia das mães, as mães-peregrinas tiveram uma agradabilí­ssima surpresa: os filhos da quase totalidade das participantes viajaram para se juntarem a elas ao almoço. De facto, aos 58 peregrinos, juntaram-se os familiares, de modo que no almoço servido num restaurante em Foros de Vale Figueira, eram 110 pessoas.
Fazem-se de novo à estrada. De tarde, o tempo nublado, mas sem chuva, suaviza o ritmo dos passos e o contacto directo com o asfalto. Rezam-se terços, canta-se, conversa-se. Chama a atenção o carinho e o estí­mulo que recebem dos ocupantes dos carros que passam e dos transeuntes que encontram pelo caminho.
é de registar aquele casal de velhinhos, com mais de 80 anos que, a cada ano, debaixo do alpendre no monte alentejano, onde moram, prepara um pequeno altar com a imagem de Nsa. Sra. de Fátima, velas e a cruz que acompanha a peregrinação. é neste cenário que se faz a oração e a meditação da tarde e, depois, o lanche. Chegando a Lavre, (freguesia do concelho de Montemor, com cerca de 900 habitantes) e, depois do jantar, seguiram para a Casa do Povo, onde iriam dormir. No salão ficaram as mulheres subiram ao palco, mas para dormir, enquanto que os homens ficaram no chão da plateia. Valeu-lhes ainda a visita de um socorrista/massagista, o Chiquinho, que tratou bolhas, ligou pés, fez massagens e até se atreveu a pedir para o Victor, um dos guias, que desistisse. Mas, ainda que com o pé enfaixado, não o conseguiu convencer. Já à hora de dormir houve tentativas isoladas de agitar a malta com algumas brincadeiras, como esconder coisas uns dos outros, mas o cansaço foi mais forte e, por volta das 00h30 já todos dormiam a sono solto. O repouso era merecido. é que ainda há muito peregrinar pela frente. ainda que a Mãe, Maria, já esteja de braços abertos, Fátima ainda é uma miragem. E o aumento do cansaço é inversamente proporcional à vontade de chegar

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