Peregrinos de Reguengos, Mourão e Portel concluem em évora a primeira etapa da peregrinação a pé a Fátima.
Peregrinos de Reguengos, Mourão e Portel concluem em évora a primeira etapa da peregrinação a pé a Fátima. Chegaram cedo a Reguengos, no alentejo, os peregrinos das aldeias das freguesias de Mourão e de Reguengos. acolhimento caloroso, cumprimentos e cumplicidades de quem revê caminhantes de anos anteriores e de todos os que se preparam para a primeira grande prova de fogo da peregrinação deste ano: 46 km de caminhada até évora. aproveita-se o feriado de 1 de Maio para adiantar uma etapa. O guia convoca-os a todos para a foto de grupo nos degraus da Igreja e, em seguida, dá os últimos avisos para a peregrinação: a cruz vai à frente e ninguém a pode ultrapassar; atrás vai a Bia, com a vassoura, e atrás dela não fica ninguém, a vassoura é uma espécie de sentinela; seguir em fila indiana, pela esquerda e em cima da linha branca; não é o mais veloz que marca o ritmo; há cinco carros de apoio com lanche, primeiros socorros, água, frutas… E para levar algum desistente.
O calor intenso e a paisagem deslumbrante
Breve oração.começam a caminhar. Chegados à Vendinha ordem de paragem para o pequeno-almoço. E juntam-se mais cinco pessoas. Tempo para a oração da manhã. a peregrina Maria Vitória dá um pequeno, mas sentido, testemunho. Fazem-se novamente à estrada. O calor começa a apertar. O verão antecipou-se muito este ano e o calor, intenso, é o maior inimigo do peregrino. Consola-os a paisagem deslumbrante dos campos alentejanos a respirarem primavera.
às 12h30 encontram-se, num cruzamento, com o grupo que vinha de Portel, com os respectivos guias. Parecia o encontro das águas. Chegaram ao mesmo tempo ao cruzamento. Ninguém teve que esperar por ninguém. agora estão todos: 68 peregrinos e muitos mais, familiares, aventureiros, que a eles se juntaram nesta primeira etapa. O almoço, tipo pique-nique, foi oferecido pela Santa Casa da Misericórdia de Mourão e outros benfeitores. Na hora de comer tudo era partilhado. às 14h00 enfrentam-se os últimos 22 km que os separam de évora.
Quero beijar a cruz!
Partem de novo. Lanche por volta das 17h00, com tempo para descansar e tratar dos pés. O calor intenso já tinha feito as primeiras vitimas. O guia, Victor, foi um deles: pés inchados e com bolhas. Mas recusa-se a desistir. Queixa-se, no entanto, do trânsito, que é muito, por ser feriado, e com clima de praia.
Já perto da cidade-destino uma peregrina aponta para uma familiar, que tem doença grave, sentada à soleira da porta da sua casa, esta faz parar aquele rio de gente e pede para beijar a cruz que preside à peregrinação. às 19h30 chegam à cidade branca: évora, à Igreja dos salesianos. Nesta cidade havia familiares à espera para os trazerem de volta para as suas casas. Espera-os mais uma semana de estudos, de trabalho. E é aqui que vão voltar (de transporte) no próximo sábado, dia 6, para retomarem a peregrinação, sem interrupções, até Fátima. Nesta primeira etapa não desistiu ninguém dos que pretendem chegar ao Santuário, ao encontro de Nossa Senhora.

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