A situação “deplorável” em que se encontram mais de 650 mil pessoas nas costas líbias, na esperança de alcançarem a Europa, levaram o governo de Malta a pedir à União Europeia que desencadeie uma missão humanitária urgente para levar alimentação e assistência médica a estes migrantes e às comunidades anfitriãs.

“Nos últimos anos, Malta salvou milhares de pessoas, muito mais do que as suas obrigações legais”, mas se o país “volta a ficar sozinho frente a esta crise da proporção de um tsunami, morrerão pessoas, entre elas crianças, mulheres grávidas e vítimas de violações”, avisou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Evarist Bartolo, na missiva enviada ao executivo comunitário.

Em plena crise provocada pela pandemia de Covid-19, Malta e Itália encerraram os seus portos à entrada de migrantes, uma decisão criticada pelas organizações de defesa de direitos humanos. Apesar disso, a semana passada, as autoridades maltesa resgataram um barco com 67 migrantes, que foram colocados em quarentena.

Agora, e para evitar um “desastre humanitário”, Malta disponibiliza-se a proporcionar ajuda logística para que a ajuda humanitária europeia chegue ao destino, assim como para auxiliar a Líbia a adquirir equipamento médico.