O atual cenário de pandemia levou à abertura de um ‘Centro temporário de acolhimento de emergência’ em Portugal, destinado a mulheres vítimas de violência doméstica, acompanhadas ou não de filhos até aos 18 anos.

O equipamento assume um caráter “provisório” e deverá “funcionar nos próximos três meses, extensíveis por mais três meses, estando dependente da evolução sanitária” em território português, explica a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), organismo responsável pela inauguração da estrutura.

O espaço conta com um posto de rastreio à Covid-19, e “dispõe de quartos de espera e de confinamento para as mulheres que entram no centro, caso se revele necessário”. A APAV afirma que “relatos vindos de países”, onde a população também é chamada a ficar em casa como medida de contenção da Covid-19, “tem existido um eventual aumento de situações relacionadas com a violência doméstica”.

O novo equipamento resulta de uma colaboração com o Ministério da Saúde, e foi inaugurado pela APAV na passada segunda-feira, 6 de abril. A abertura do espaço surge no seguimento de um financiamento da Secretária de Estado da Cidadania e Igualdade (SECI), e acontece com o apoio da Câmara Municipal de Odivelas e de parceiros como a Junta de Freguesia de Arroios, Banco de Portugal, Autocambota, Altice e Ministério da Cultura.