Os responsáveis pela Fundação Calouste Gulbenkian (FCG), em Lisboa, têm em andamento um concurso que visa apoiar os profissionais de cultura afetados pelos efeitos das medidas de contenção da atual pandemia, nomeadamente aqueles “que se viram privados de rendimento em virtude da suspensão da sua atividade”, explicam os serviços de comunicação da instituição promotora da iniciativa.
O concurso é dirigido aos agentes culturais ligados às áreas onde a FCG habitualmente intervém: as artes visuais, a dança, a música e o teatro. Podem candidatar-se a este apoio de emergência “artistas, técnicos e demais profissionais especializados, incluindo os mais jovens que exercem atividade há menos tempo”.
A iniciativa é também direcionada a organizações privadas de produção artística sem fins lucrativos, que “tenham comprovadamente visto a sua atividade suspensa pelo cancelamento de concertos, espetáculos ou exposições, como resultado das medidas impostas pela resposta à pandemia”.
“É o caso de artistas portugueses ou residentes que trabalham em território nacional e que sejam trabalhadores independentes há pelo menos seis meses, assim como técnicos e demais profissionais especializados contratados para concertos, espetáculos ou exposições alvo de cancelamento”, explicam os responsáveis por este apoio.
De acordo com a Gulbenkian, as estruturas de produção artística “podem candidatar-se a apoios relativos a encargos de pessoal e a custos gerais previstos, de forma a assegurar a manutenção dos postos de trabalho e as condições para um rápido retomar das atividades”. “Estes apoios têm como limite máximo 2.500 euros para artistas e técnicos e 20 mil euros para estruturas de produção artística”, adianta a fundação.
As candidaturas serão selecionadas pelo conselho de administração da FCG, por proposta de um júri formado para esta ocasião. Os cidadãos interessados em recorrer a esta apoio devem submeter a sua candidatura até às 12h00 da próxima segunda-feira, 6 de abril. O concurso “enquadra-se no Fundo de Emergência, no valor total de cinco milhões de euros, criado pela Fundação Gulbenkian para dar resposta à pandemia provocada pelo novo coronavírus”.
