O presidente Mwai Kibaki do Quénia declarou um feriado nacional como dia de oração pela nação depois de vários desastres e perante uma situação de impasse no desenvolvimento.
O presidente Mwai Kibaki do Quénia declarou um feriado nacional como dia de oração pela nação depois de vários desastres e perante uma situação de impasse no desenvolvimento. Sexta feira 21 de abril foi para os quenianos um feriado inesperado e especial. Depois do desastre aéreo em que perderam a vida 14 eminentes personalidades públicas, entre membros do governo e membros do parlamento e considerando a situação de fome e insegurança em grande parte do país, o próprio presidente apelou à oração.
Para muitos ocidentais, herdeiros de uma tradição de fé, a ideia de um dia nacional de oração parecerá algo desmedida, uma espécie de fatalismo encoberto. Não é assim para o queniano. Para ele a oração é uma resposta natural a problemas que superam a nossa pobre compreensão humana.
Diremos nós que o avião que se despenhou era chinês, velho e decrépito, e que o piloto, não obstante o nevoeiro, devia saber que havia ali uma montanha; mas os quenianos dizem, “shauri ya Mungu”, foi Deus que assim o permitiu e devemos tentar conhecer a mensagem divina que se esconde por detrás desta e doutras fatalidades. Um dia de oração fica-nos bem e é o que o Senhor espera de nós.
Perante um presidente que se ajoelha e reza para que aquilo que nos não é possível a nós o seja com o auxí­lio divino, há que baixar a cabeça e levantar as mãos. Quem sabe se o Senhor não terá misericórdia para nos livrar de tantos males.
Tendo feito e estando fazendo tudo o que humanamente nos é possível, seja a nossa oração sinal de que não vamos perder a esperança. O Senhor já guiou o povo queniano através de muitos “mares vermelhos”! Sabemos que mais uma vez o libertará.

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