Foto: ONU / Jean-Marc Ferré

Alta comissária para os Direitos Humanos alerta que as sanções económicas podem dificultar os esforços sanitários para combater a pandemia do novo coronavírus e prejudicar os mais vulneráveis

As sanções setoriais aplicadas a países que enfrentam a pandemia do novo coronavírus, como Cuba e Venezuela, devem ser reavaliadas de forma urgente, para evitar que sejam os mais vulneráveis, e os menos responsáveis pelas políticas que motivaram as sanções, a sofrer as consequências, alertou a alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet.

«É fundamental que se evite o colapso dos sistemas sanitários nacionais, tendo em conta a explosiva repercussão que isso poderia ter em termos de morte, sofrimento e aumento do contágio», afirmou a responsável em comunicado, defendendo a extensão da revisão a outros países, como o Irão ou a República Popular da Coreia.

Na generalidade destes países, os sistemas sanitários encontram-se em situação de debilidade ou fragilidade, pelo que Bachelet defende que as sanções devem atenuar-se ou suspender-se, tanto por razões de saúde pública como para reforçar os direitos e proteger as vidas de milhões de pessoas.

«Num contexto de pandemia mundial, as medidas que impedem a atenção médica em qualquer país aumentam o risco que todos enfrentamos. As exceções humanitárias incluídas nas sanções deveriam aplicar-se de forma mais ampla e eficaz, mediante a autorização rápida e flexível de fornecer equipamentos e material médico», sublinhou a alta comissária.