a via sacra não é uma coisa do passado e todos os cristãos têm de tomar posição, afirmou o Papa durante a Via Crucis, no Coliseu de Roma, em noite de sexta-feira Santa.

a via sacra não é uma coisa do passado e todos os cristãos têm de tomar posição, afirmou o Papa durante a Via Crucis, no Coliseu de Roma, em noite de sexta-feira Santa.
” a Via Crucis não é algo do passado e de um determinado ponto da Terra. a Cruz do Senhor abraça o mundo, sua Via Crucis atravessa os continentes e os tempos. Na Via Crucis não podemos ser apenas espectadores. Estamos envolvidos e temos de buscar nosso lugar”, afirmou Bento XVI no final da primeira via sacra no coliseu de Roma a que presidiu.
O Papa considera que “não existe a possibilidade de ser neutros”, e demonstrou como Pilatos que “tentou ser neutro, ficar fora, mas precisamente deste modo tomou posição contra a justiça pelo conformismo de sua carreira”.
aos 50 mil fiéis que acompanharam o Sumo Pontífice com as suas velas acesas, durante as catorze estações, Bento XVI assinalou ainda “os sofrimentos da humanidade, de hoje”. Na cruz de Cristo “vemos hoje o sofrimento das crianças abandonadas, abusadas, as ameaças contra a família, a divisão do mundo entre a soberba dos ricos, que não vêem Lázaro perante a porta, e a pobreza de tantos que sofrem por causa da fome e da sede”.
O Santo Padre lembrou o seu antecessor, nesta hora e defendeu que a Via Crucis é o “caminho da misericórdia, a misericórdia que põe um limite ao mal, como aprendemos do Papa João Paulo II. é o caminho da misericórdia e deste modo o caminho da salvação. Convida-nos a empreender o caminho da misericórdia e a pôr com Jesus um limite ao mal”.
apresentou ainda exemplos de outros que encontraram o seu caminho, e acenderam a “luz do amor” como é o caso de São Francisco de assis, São Vicente de Paulo, São Maximiliano Kolbe e Madre Teresa de Calcutá. Um convite para que os cristãos encontrem o seu lugar “junto a estes personagens grandes, valentes, o caminho com Jesus e por Jesus, o caminho da bondade, da verdade, da valentia, do amor”.

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