as mulheres do Zimbabué têm a mais curta esperança de vida do mundo, segundo um novo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS). a esperança média de vida não chega os 40 anos.
as mulheres do Zimbabué têm a mais curta esperança de vida do mundo, segundo um novo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS). a esperança média de vida não chega os 40 anos. De acordo com o “Relatório Mundial da Saúde 2006” as mulheres do Zimbabué têm uma esperança média de vida de apenas 34 anos e os homens de apenas 37 anos. Desde 2003 houve uma diminuição de dois anos na esperança de vida.
Carla abou-Zahr, da OMS, disse que essa diminuição se deve à prevalência de pessoas infectadas com o ví­rus da sida, mas as organizações não governamentais no terreno acreditam que a principal razão seja a crise económica.
Com uma inflação de, pelo menos, 800 por cento as pessoas enfrentam os preços que disparam e a falta de medicamentos. De acordo com os meios de comunicação locais, a falta de divisas estrangeiras para comprar medicinas é uma das razões pelas quais o Zimbabué não atingiu os objectivos desenhados pela OMS de tratas pelo menos 120 mil doentes de sida até ao final de 2005. Muitas províncias também têm falta de medicamentos para a tuberculose, doença muito comum em pessoas com sida.
Devida à falta de medicamentos, a uma infra-estrutura médica deteriorada e aos baixos salários muito pessoal médico abandonou os seus trabalhos procurando melhores oportunidades nos países vizinhos, como a África do Sul e o Botswana. Outros imigraram para os países europeus.
De acordo com a UNICEF (agência das Nações Unidas para as crianças), cada hora, três bebés são infectados com o ví­rus da sida no Zimbabué. “Os adultos e as crianças do Zimbabué estão entre os mais vulneráveis do mundo”, disse James Elder, porta-voz da UNICEF.
O Zimbabué “precisa de apoio, não de críticas”, comentou Elder. “Somos constantemente inspirados pela maneira como os zimbabueanos se apoiam uns aos outros nestes momentos de desespero económico, 90 por cento dos 1,46 milhões de órfãos estão ao cuidado da família estendida. a pressão em cima das famílias está a tornar-se insuportável”.

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