«Medidas drásticas» para conter o Covid-19 na Venezuela aumentam a preocupação sobre a saúde e o bem-estar dos venezuelanos. Numa tentativa de prestar auxílio à população, a Igreja Católica está a proceder à abertura de cantinas no país
Com os primeiros casos do novo coronavírus (Covid-19) confirmados na Venezuela, Nicolás Maduro anunciou, no final da última semana, «medidas drásticas» para a travar pandemia, determinando o «estado de alarme». Num momento em que o país se depara com a maior crise da sua história, o atual cenário vem acentuar, ainda mais, a preocupação pela saúde e o bem-estar dos venezuelanos.
É numa altura de incertezas e de dificuldades, que a Igreja Católica se tem tornado num «amparo de milhões de venezuelanos», destacam os serviços de comunicação da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS). As paróquias venezuelanas dispõem agora de refeitórios sociais e espaços de saúde, onde «pessoas simples e humildes» oferecem o pouco que têm», realça Baltazar Porras, arcebispo de Mérida e administrador apostólico de Caracas.
Segundo o cardeal venezuelano, o trabalho de religiosos e leigos tem sido fundamental. «Eles não dão apenas comida. Acompanham, doam tempo e dedicação. A maior falta agora é a do afeto», disse o responsável. A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre tem prestado apoio à Igreja da Venezuela através de várias ações de emergência humanitária, que contemplam o apoio a cantinas paroquiais, a construção de poços de água ou a compra de geradores elétricos.