O representante do Vaticano nas Nações Unidas pediu aos líderes internacionais que entendam a migração como uma assunto social complexo, não apenas como um fenómeno económico.
O representante do Vaticano nas Nações Unidas pediu aos líderes internacionais que entendam a migração como uma assunto social complexo, não apenas como um fenómeno económico. Falando numa sessão das Nações Unidas (ONU) sobre a imigração, o arcebispo Celestino Migliore, o observador permanente do Vaticano, frisou que a migração é muitas vezes “descrita como uma ameaça e é manipulada para vantagem Política a curto prazo, desrespeitando os mais naturais direitos humanos”.
aos países que recebem imigrantes o arcebispo disse que mesmo o impacto económico é normalmente positivo. a curto prazo, a chegada de novos trabalhadores pode fazer baixar os salários, reconheceu, mas “tais efeitos são normalmente de pequenas dimensões a nível nacional”. a longo prazo, afirmou que “a imigração pode gerar emprego e produzir ganhos fiscais”. Porém, advertiu que a imigração não pode ser vista apenas como uma fonte de mão-de-obra barata.
Para os países que os imigrantes deixam, o efeito económico pode ser maior, continuou o enviado do Vaticano. a perda de mão-de-obra qualificada é particularmente negativa para os países em desenvolvimento, e pode levar a uma crescente perda de capital para as empresas.
Outro factor importante na questão da imigração é a fertilidade, disse o arcebispo. Em alguns países, particularmente na Europa, os imigrantes são responsáveis por grande parte do crescimento populacional. “O impacto social da imigração nos países de acolhimento com taxas de natalidade negativas precisa de ser melhor entendido”, disse o arcebispo.

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