Agência das Nações Unidas sublinha que este é momento para a Europa mostrar solidariedade para com a Grécia e a Turquia, pois nenhum Estado pode gerir sozinho os fluxos de refugiados e migrantes
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) reclama «proteção urgente» para as crianças refugiadas e migrantes que se encontram envolvidas na escalada migratória entre a Turquia e a Grécia, recordando a vigência dos compromissos internacionais que obrigam a proteger estes menores «sem importar quem são ou de onde vêm».
«Seja no mar, nos postos fronteiriços ou nas zonas afetadas por conflitos das que estão fugindo, as crianças são as primeiras vítimas», recorda a diretora regional do UNICEF para a Europa e Ásia Central, alertando que há 575 mil menores deslocados pela violência na região síria de Idlib, e que, entre as milhares de pessoas concentradas na fronteira entre a Turquia e a Grécia «estima-se que 40 por cento sejam mulheres e crianças».
Segundo Afshan Khan, «os Estados devem fazer todos os possíveis para evitar danos maiores contra os mais inocentes», pelo que são pedidas «soluções conjuntas» aos líderes políticos e «acesso seguro à proteção internacional e ao asilo» para quem foge da violência, num momento em que a Grécia anunciou a interrupção da tramitação dos pedidos de asilo como medida de dissuasão.
«Este não o momento de ações e declarações que incitam à xenofobia ou fomentam a discriminação», mas de «solidariedade europeia» para com a Grécia e a Turquia, na medida em que «nenhum Estado pode gerir sozinho os fluxos de refugiados e migrantes», sublinha a responsável.
