O vicariato apostólico de Isiolo, no norte do Quénia, tem finalmente um novo bispo, depois do trauma do assassínio do seu primeiro bispo em Julho do ano passado.
O vicariato apostólico de Isiolo, no norte do Quénia, tem finalmente um novo bispo, depois do trauma do assassínio do seu primeiro bispo em Julho do ano passado. Gabra, sómalo, turkana, rendille, samburu ou meru são, apenas, alguns dos nomes das várias tribos que se misturam na vila de Isiolo, a 300 quilómetros a norte de Nairobi. aí­ termina a estrada de asfalto e começa a picada em todas as direcções, excepto para sul.
Em Julho do ano passado, Luís Locati, bispo de Isiolo, foi barbaramente assassinado a poucos passos da residência episcopal. Foi um golpe duro para a comunidade cristã numa zona de fronteira, onde 80 por cento dos habitantes são muçulmanos. Tanto mais duro quanto o mandatário da execução parece ter sido um dos seus sacerdotes, que ainda hoje se encontra na prisão a aguardar julgamento.
Há dias, estive em Isiolo para a tomada de posse do novo bispo, o missionário da Consolata anthony Ireri Mukobo, até agora bispo auxiliar de Nairobi.
Com apenas 22 sacerdotes e 12 paróquias, Isiolo é de facto um desafio ao zelo apostólico de antónio Mukobo e dos missionários seus confrades. Daqui a menos de um mês reúnem-se em assembleia provincial os missionários da Consolata do Quénia. Um dos pontos em agenda é verificar se, mesmo sendo poucos para os muitos compromissos que já temos, ainda nos é possível iniciar uma nossa presença em Isiolo.
Será apenas um sonho? a urgência da missão, às vezes, transforma sonhos impossí­veis em realidade. Quem nos dera poder correr para ajudar e encorajar o nosso caro confrade antónio Mukobo!

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