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Autoridades portuguesas responderam ao apelo lançado pela Comissão Europeia e disponibilizaram-se para acolher menores migrantes que estão desacompanhados nas ilhas gregas

A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, anunciou esta segunda-feira, 9 de março, que Portugal é um dos países da União Europeia que aceitou acolher crianças migrantes que estão desacompanhadas nas ilhas gregas.

«Na semana passada, […] pedi aos Estados-membros para disponibilizarem ajuda imediata para as crianças menores retidas nas ilhas gregas e, felizmente, já tivemos respostas positivas de, por exemplo, França, Portugal, Luxemburgo, Finlândia e Alemanha», adiantou a responsável, durante uma conferência de imprensa, em Bruxelas, na Bélgica.

Segundo Von der Leyen, que fazia um balanço aos primeiros 100 dias de mandato à frente do executivo comunitário, a questão das migrações é um dos seus principais desafios, em especial a situação das crianças desacompanhadas nas ilhas gregas. «Estou muito preocupada com a situação delas porque são as mais vulneráveis. É urgente tirá-las das ilhas e conseguir-lhes um sítio para ficarem», sublinhou.

Em relação ao que classificou como «pressão política nas fronteiras externas da União Europeia», feita pela Turquia, dadas as ameaças de um possível incumprimento do acordo celebrado com Bruxelas, a presidente da Comissão Europeia sublinhou ser necessário «dar resposta a esta situação acutilante», mantendo o respeito pelos direitos dos cidadãos em matéria de asilo.

Milhares de migrantes tentam atravessar a fronteira entre a Turquia e a Grécia desde que o Presidente turco anunciou, no final de fevereiro, que iria deixar de respeitar o acordo de março de 2016 com a União Europeia, no qual se previa a permanência de migrantes na Turquia, em troca de apoio financeiro europeu a Ancara. Ao todo, dos mais de 42 mil migrantes retidos nas ilhas gregas, cerca de 5.500 são menores desacompanhados.