Foto: UNICEF / Panday

Objetivo é erradicar esta prática até 2030. Apesar dos esforços, cerca de 12 milhões de meninas continuam a ser obrigadas a casar todos os anos, algumas delas ainda muito novas

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) apresentou esta semana um novo programa para combater o casamento infantil com o intuito de acabar com esta prática até 2030. E aproveitou para denunciar que, «apesar dos esforços», cerca de 12 milhões de meninas são obrigadas a casar todos os anos, o que supõe que terão «mais probabilidades de sofrer problemas de saúde» ou «gravidez indesejada».

Em cooperação com o Fundo da População das Nações Unidas (UNFPA, na sigla em inglês), o UNICEF renovou por três anos o ambicioso programa a nível global, que em 2016 havia lançado em vários países, para acabar com este flagelo, que afeta sobretudo as adolescentes de África, Médio Oriente e Ásia.

«Enquanto as meninas continuam a casar sendo menores, não podemos alcançar a igualdade de género que os jovens procuram. As meninas devem ter o poder de tomar as suas próprias decisões sobre quando e com quem se casarão, sobre se querem continuar a sua educação, ou sobre quando querem ter filhos», realçou a diretora executiva do UNFPA, Natalia Kanem.

Embora tenham sido alcançados progressos, com a região sul do continente asiático a liderar a diminuição de matrimónios infantis e as taxas na América Latina e Caraíbas a manterem-se estáveis na última década, a «carga global» deslocou-se para a África subsariana, onde uma em cada três meninas é forçada a contrair matrimónio.