A iniciativa decorre com o tema «Cáritas é amor»

Além da angariação de verbas para os mais desfavorecidos, a Semana Cáritas é uma ocasião para a aproximação do organismo humanitário da população

A Semana Nacional Cáritas arranca este domingo, 8 de março, e prolonga-se até ao domingo seguinte, dia 15, data em que se assinala o Dia Nacional Cáritas. Este ano, a iniciativa vai decorrer com o tema «Cáritas é amor», e, à semelhança dos anos anteriores, vai colocar os diversos organismos da Cáritas espalhados pelo país a dinamizar diferentes ações com um cariz social.

A nível nacional, terá lugar o peditório público, que vai decorrer de 12 a 15 de março, «onde participam anualmente cerca de 4 mil voluntários», que apelam ao «contributo de todos os portugueses como forma de expressarem a sua solidariedade com todos os que atravessam um momento de vulnerabilidade e, por isso, procuram a ajuda da Cáritas».

Além de uma ocasião para a angariação de verbas para os mais desprotegidos, a Semana Nacional Cáritas é também «uma oportunidade de contacto direto com a população, com aqueles que apoiam a missão da Cáritas e, também, em muitas situações, com aqueles que são beneficiários da ação da Cáritas em Portugal», explica o próprio organismo humanitário, que divulga um vídeo de sensibilização para esta semana.

Numa mensagem destinada a assinalar a iniciativa nacional, José Traquina, bispo na diocese de Santarém, dá destaque ao tema que vai orientar esta semana – «Cáritas é amor» – e lembra que «o amor é possível e necessário para pensar a sociedade, partindo sempre da pessoa humana». Para o prelado, torna-se importante que a Semana Cáritas «seja uma oportunidade para crescer em reflexão e ação». Os responsáveis pelo organismo humanitário da Igreja Católica, lembram ainda, em comunicado, que esta semana é um momento para «evidenciar a ação da Cáritas no combate à pobreza e exclusão social».

No último ano, a rede nacional Cáritas «registou o atendimento a perto de 100 mil pessoas», um número que indica que «há um número demasiado elevado de pessoas que necessitam de apoio da sociedade civil para poderem responder às necessidades básicas de sobrevivência e de dignidade humana». No entanto, regista-se «uma diminuição face ao ano de 2018, o que para a Cáritas representa também um olhar de esperança e de realização face ao trabalho que é realizado durante todo o ano».