as escolas portuguesas devem adequar os conteúdos programáticos à multiculturalidade existente nos bancos da escola.
as escolas portuguesas devem adequar os conteúdos programáticos à multiculturalidade existente nos bancos da escola. São mais exigentes os pais da Europa de Leste do que os africanos. Os pais africanos entregam a educação dos filhos aos professores e “sentem-se insatisfeitos por estes não lhes ensinarem as regras básicas”. Os pais da Europa de Leste “confiam na escola para transmitir conhecimento e pedem mais exigência”.
as escolas portuguesas são cada vez mais multiculturais, mas mantêm os mesmos conteúdos programáticos. Uma realidade que é ilustrada no livro “Cooperação família-Escola, Estudo de situações de famílias imigrantes na sua relação com a escola”, editado pelo alto Comissariado para a Imigração e Minorias étnicas (aCIME), apresentado ontem.
Os autores do estudo propõem uma maior flexibilidade do ensino, nomeadamente a diluição da carga burocrática educativa e a adaptação dos horários e currículos escolares às necessidades dos alunos.
“Não é assim tão difícil garantir uma maior estabilidade dos professores e fazer horários diferenciados. Há outras coisas previstas na legislação, como a valorização do conhecimento das famílias e a realização de parcerias com a comunidade. Só precisam de ser dinamizadas”, aponta o bispo auxiliar de Lisboa e coordenador do estudo.

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