Dados recolhidos pelo Instituto Socioambiental indicam que o ano passado mais de 168 mil hectares de floresta foram destruídos naquela região brasileira. Quase 40 mil hectares foram desmatados ilegalmente em terras indígenas
Dados recolhidos pelo Instituto Socioambiental indicam que o ano passado mais de 168 mil hectares de floresta foram destruídos naquela região brasileira. Quase 40 mil hectares foram desmatados ilegalmente em terras indígenasEm 2019, mais de 168 mil hectares de floresta foram destruídos na bacia do Xingu, no Brasil, o que equivale a uma maior do que o município de São Paulo e corresponde a um ritmo de seis árvores derrubadas por segundo. Quase 40 mil hectares foram desmatados ilegalmente em terras indígenas e Unidades de Conservação, segundo informações reveladas pelo Instituto Socioambiental (ISa). Os novos dados representam um aumento de 52 por cento em relação ao ano anterior e são o resultado da redução das ações de fiscalização e do desmatamento das políticas indigenista e ambiental no país, considera Ricardo abad, especialista em monitorização remota do ISa, sublinhando os avanços da atividade agropecuária, grilagem de terras, garimpo e queimadas na região. Segundo os técnicos do ISa, em 2019, três terras indígenas – Cachoeira Seca do Iriri, apyterewa e Ituna/Itafá – sofreram intenso processo de invasão de grileiros e madeireiros no norte da bacia do Xingu. apesar das operações de fiscalização realizadas na zona em outubro, estas áreas foram as mais desmatadas em novembro e dezembro últimos, liderando o ranking das mais desflorestadas na amazónia.