Comunidades nativas do Chaco argentino enfrentam problemas de desnutrição, mortalidade infantil e falta de água potável. Prelados apelam à solidariedade para evitar que a situação se degrade ainda mais
Comunidades nativas do Chaco argentino enfrentam problemas de desnutrição, mortalidade infantil e falta de água potável. Prelados apelam à solidariedade para evitar que a situação se degrade ainda mais a Comissão Episcopal da Pastoral aborígene da Conferência Episcopal argentina emitiu um comunicado a convidar a sociedade e a comunidade internacional a prestarem atenção, à luz da exortação apostólica Querida amazónia, à realidade angustiante que vivem os povos e comunidades originárias na região do Chaco argentino, devido à desnutrição e mortalidade infantil, à falta de água potável e outros flagelos. Não podemos dar respostas imediatas às urgências sociais e sanitárias que vivem muitas comunidades, mas podemos assumir uma atitude misericordiosa que nos liberte da indiferença e do sensacionalismo mediático e nos faça solidários com o sofrimento dos mais esquecidos, pode ler-se na mensagem, citada pela agência Fides. Recorrendo às palavras do Papa Francisco, na sua mais recente exortação apostólica, os bispos advertem que uma sociedade que não sabe cuidar das crianças e dos grupos mais vulneráveis, corre sérios riscos de implosão e morte, e deixam um alerta: Não podemos hipotecar o nosso futuro nem deixar que nos roubem a esperança. Em jeito de conclusão, a mensagem reitera a necessidade de se escutar o grito das comunidades indígenas, que interpela a Igreja e a sociedade, e desafia a dialogar com as organizações da sociedade civil, com o governo local, provincial e nacional, a fim de se encontrarem soluções concretas que modifiquem a trágica realidade atual.