Protocolo para formalização do organismo conjunto deverá ser assinado ainda este ano. Objetivo é assegurar uma resposta em bloco a situações de emergência
Protocolo para formalização do organismo conjunto deverá ser assinado ainda este ano. Objetivo é assegurar uma resposta em bloco a situações de emergênciaOs Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) vão criar, ainda este ano, um mecanismo militar para responder a grandes catástrofes naturais, revelou esta semana o diretor do Centro de análise Estratégica (CaE) da CPLP. a criação deste novo mecanismo de resposta tem vindo a ser falado desde 2017 e o protocolo deve ser assinado este ano, assegurou Francisco Camelo, realçando que um instrumento deste género teria permitido uma ação concertada da CPLP após a passagem em Moçambique dos ciclones Idai e Kenneth, que devastaram vastas áreas do centro e norte do país o ano passado. O diretor do CaE, citado pela agência Lusa, falava à margem de um seminário de cooperação na área da defesa entre as forças armadas dos países da CPLP, que decorreu em Maputo, Moçambique, e que visou a troca de experiências sobre segurança marítima e realização de exercícios militares. Há uma perspetiva futura de que a CPLP possa participar conjuntamente em missões de paz das Nações Unidas. Já estamos a começar a costurar essas ideias, adiantou Francisco Camelo, recordando que quatro países membros – Moçambique, angola, Guiné-Bissau e Timor-Leste – já tiveram assistência da ONU nos processos de transição de poder e na cessação de conflitos.