Mais de metade da população da maioria dos países afetados pela guerra tem menos de 18 anos. Nações Unidas consideram que é preciso fazer mais para proteger os menores dos impactos nocivos originados pelos confrontos
Mais de metade da população da maioria dos países afetados pela guerra tem menos de 18 anos. Nações Unidas consideram que é preciso fazer mais para proteger os menores dos impactos nocivos originados pelos confrontos a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou esta semana um guia para ajudar os mediadores a reforçarem a proteção das crianças em situações de conflito armado. a publicação estabelece que as necessidades e os direitos das crianças devem ser considerados durante todas as fases do conflito, desde os esforços de prevenção à mediação e recuperação, passando pelo desenvolvimento sustentável e inclusivo. Na sessão de apresentação, o secretário-geral da ONU, antónio Guterres, lembrou que crianças com menos de 18 anos constituem mais de 50 por cento da população da maioria dos países afetados pela guerra e estão entre as mais vulneráveis, incapazes de se proteger do seu impacto, adiantando haver cerca de 250 milhões de menores a viver em países em guerra. O guia Orientação Prática para Mediadores para a Proteção de Crianças em Situações de Conflito armado apresenta experiências de diversos contextos que trouxeram resultados tangíveis para meninos e meninas afetados, entre elas vários casos da Colômbia, Sudão do Sul e Nepal, que retratam a libertação de forças ou grupos armados e a reintegração na vida civil. De acordo com o líder da ONU, em 2018 mais de 12 mil crianças foram mortas ou mutiladas em conflito, sendo os números mais altos registados desde 1996, quando a assembleia Geral criou o mandato do representante especial para Crianças e Conflitos armados. Guterres recordou ainda que mais de 24 mil violações foram documentadas e verificadas, em comparação com 21 mil em 2017.