Prática não é apenas um abuso dos direitos humanos que prejudica a saúde física e mental de milhões de mulheres, mas também um fator prejudicial para os recursos económicos de um país
Prática não é apenas um abuso dos direitos humanos que prejudica a saúde física e mental de milhões de mulheres, mas também um fator prejudicial para os recursos económicos de um país a Organização Mundial de Saúde (OMS) desafiou a comunidade internacional a investir mais na luta contra a mutilação genital feminina (MGF), para travar o sofrimento físico e mental de milhões de meninas e mulheres e evitar gastos em tratamentos médicos. Se a prática fosse abolida agora, a poupança associada em custos de saúde seria superior a 60 por cento até 2050. a MGF não é apenas um abuso catastrófico dos direitos humanos que prejudica significativamente a saúde física e mental de milhões de meninas e mulheres. É também um esgotamento dos recursos económicos vitais de um país, afirmou esta quinta-feira, 6 de fevereiro, o diretor do Departamento de Saúde Sexual e Reprodutiva e Pesquisa da OMS, Ian askew, a propósito do Dia Internacional de Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina. Em comunicado, citado pela agência Lusa, a agência da ONU revelou que os custos totais do tratamento dos impactos da MGF na saúde ascenderiam a 1,4 mil milhões de dólares (1,2 mil milhões de euros) por ano, a nível mundial. Individualmente, esta prática custa em média cerca de 10 por cento do total das suas despesas anuais com a saúde. Em alguns países, a percentagem atinge os 30 por cento. além dos custos económicos, a MGF representa vários riscos para as mulheres e meninas sujeitas a este procedimento, seja imediatamente após o corte – como infeções, hemorragias ou traumas psicológicos – ou a nível crónico através de problemas que podem ocorrer ao longo da vida. as vítimas desta prática têm mais probabilidades de risco de vida durante o parto, além de poderem vir a sofrer de distúrbios ao nível da saúde mental.