Relator das Nações Unidas considera que apesar dos esforços do governo os ativistas continuam a ser atacados e ameaçados. Michel Forst recolheu mais de 400 testemunhos, quase metade de mulheres
Relator das Nações Unidas considera que apesar dos esforços do governo os ativistas continuam a ser atacados e ameaçados. Michel Forst recolheu mais de 400 testemunhos, quase metade de mulheresO relator especial das Nações Unidas para os direitos humanos efetuou uma visita ao Peru e, após entrevistar 450 ativistas, concluiu que os defensores de direitos humanos e das comunidades locais são vítimas de criminalização, assédio judicial, estigmatização, intimidação e uso excessivo da força policial durante protestos sociais. Segundo Michel Forst, apesar dos esforços do governo, continuam a existir padrões repetidos de ameaças e ataques contra os ativistas em localidades e cidades como Cajamarca, Piura, Cuzco, Ucayali e Madre de Dios. a crescente pressão sobre os recursos naturais coloca os defensores de direitos humanos em grande risco de danos por atores não-estatais, como empresas e redes criminosas, sublinhou. Para o relator da ONU, nas áreas rurais, os conflitos sociais e ambientais estão intrinsecamente ligados aos padrões sistémicos de discriminação e aos modelos insustentáveis de exploração de recursos naturais, às custas dos direitos das comunidades afetadas e do meio ambiente. Forst acrescentou ainda que a falta de consultas significativas, a corrupção e o papel de atores informais e criminosos são um terreno fértil para conflitos sociais e destruição ambiental.