Estudo científico aponta as comunidades indígenas e as áreas protegidas da amazónia como «a melhor solução» para preservar a biodiversidade e enfrentar as mudanças climatéricas
Estudo científico aponta as comunidades indígenas e as áreas protegidas da amazónia como «a melhor solução» para preservar a biodiversidade e enfrentar as mudanças climatéricasPara salvar a amazónia, os territórios indígenas devem permanecer protegidos. Esta é a principal conclusão de um estudo publicado na revista da academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, onde é feito um apelo aos governos para fortalecerem a legislação ambiental e combaterem a impunidade criminal na região amazónica. Segundo os investigadores, as comunidades indígenas amortecem as emissões de carbono e exercem um papel crucial na preservação da biodiversidade, tendo contribuído, nos últimos 20 anos, para reduzir a desflorestação e a degradação da floresta. O trabalho agora divulgado comprovou que as florestas sob a administração de povos indígenas e comunidades locais ainda têm melhores resultados de carbono do que as terras que não têm proteção, mas concluiu também que a legislação ambiental foi suavizada nos últimos anos e que os governos estão a enfraquecer as proteções ambientais, a violar os direitos indígenas e a encorajar a impunidade face aos crimes perpetrados na região. a situação está a colocar em risco a existência dos nossos povos e nossos territórios, que contêm as florestas mais densas em carbono do mundo, frisou Tuntiak Katan, um dos autores do estudo e membro da Coordenação das Organizações Indígenas da Bacia amazónica (COICa). além desta organização, participaram no estudo cientistas e especialistas do Centro de Pesquisa norte-americano Woods Hole (WHRC), da Rede amazónica de Informação Socioambiental Georreferenciada (RaISG), do Fundo de Defesa ambiental (FED) dos Estados Unidos, e do Instituto de Pesquisa ambiental da amazónia (IPaM). a amazónia é a maior floresta tropical do mundo e possui a maior biodiversidade registada numa área do planeta. Tem cerca de 5,5 milhões de quilómetros quadrados e inclui territórios do Brasil, Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa (pertencente à França).