a denúncia partiu da Missão das Nações Unidas no país que teme uma nova escalada de violência.organização dá conta da entrada de armamento e combatentes nos aeroportos lí­bios nos últimos dias
a denúncia partiu da Missão das Nações Unidas no país que teme uma nova escalada de violência.organização dá conta da entrada de armamento e combatentes nos aeroportos lí­bios nos últimos dias a Missão das Nações Unidas na Líbia (MaNUL) denunciou este fim de semana que as violações ao embargo de armas continuam a verificar-se na Líbia, apesar dos compromissos acordados em Berlim (alemanha) para pôr fim ao fornecimento de armamento aos insurgentes. Teme-se uma nova escalada de violência no país. Em comunicado, os responsáveis da ONU lamentam profundamente as violações flagrantes e persistentes do embargo sobre armas, objeto da resolução 1970 do Conselho de Segurança em 2011, e dão conta de vários voos que chegaram nos últimos 10 dias aos aeroportos do oeste e este da Líbia para entregar aos insurgentes armas sofisticadas, veículos blindados, conselheiros e combatentes. a Líbia está mergulhada numa crise desde a queda do regime de Muammar Kadafi em 2011, e o país está dividido em dois poderes rivais: o governo de União Nacional liderado por Fayez al-Sarraj, baseado em Trípoli, e o do marechal Jalifa Haftar, chefe militar do este líbio. as partes envolvidas no conflito haviam prometido a 19 de janeiro, em Berlim, respeitar o embargo de armas das Nações Unidas e abster-se de intervir nos assuntos internos do país dilacerado pela guerra civil, reclamando, na mesma data, um cessar-fogo permanente. De visita argélia, este fim de semana, o Presidente turco, Recep Erdogan, reafirmou que a crise na Líbia não pode resolver-se por meios militares. Estamos em intensas conversações com os países da região e com as instâncias internacionais para garantir o cessar-fogo e permitir o retorno do diálogo político na Líbia, disse o governante.