Milhares de pessoas manifestaram-se nas ilhas do mar Egeu, onde estão concentrados os maiores campos de acolhimento de migrantes. «Queremos recuperar as nossas vidas» foi a palavra de ordem mais ouvida
Milhares de pessoas manifestaram-se nas ilhas do mar Egeu, onde estão concentrados os maiores campos de acolhimento de migrantes. «Queremos recuperar as nossas vidas» foi a palavra de ordem mais ouvidaas ilhas gregas do mar Egeu assistiram esta quarta-feira, 22 de janeiro, ao protesto de milhares de moradores que reclamam a partida imediata de milhares de requerentes de asilo. Queremos recuperar as nossas ilhas, queremos recuperar as nossas vidas, gritaram os manifestantes nas ilhas de Lesbos, Samos e Chios, onde estão concentrados os maiores acampamentos de migrantes. Em declarações às agências internacionais, Efstratios Peppas, um reformado de 72 anos, assinalou que os requerentes de asilo devem ser repartidos por toda a Grécia e que a Europa também deve assumir as suas responsabilidades no acolhimento de migrantes. À beira da asfixia, o acampamento de Moria, no sul de Lesbos, cujas sórdidas condições de sobrelotação têm sido denunciadas pelo alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (aCNUR) e por várias organizações defensoras dos direitos humanos, acolhe mais de 19 mil requerentes de asilo quando a sua capacidade máxima é de 2. 800 pessoas. a situação é igualmente dramática em Samos, com 7. 500 migrantes a amontoarem-se no campo de Vathy, um espaço dotado para 650 pessoas, e em Chios, onde o acampamento projetado para receber 1. 000 pessoas tem perto de 5. 000 requerentes de asilo. Em novembro do ano passado, o governo grego anunciou a criação de novos acampamentos, cada um com capacidade para mais de 5. 000 pessoas, localizados nas cinco ilhas gregas do mar Egeu. Mas os responsáveis locais têm-se oposto ao projeto e exigem que cada centro acolhe somente até mil migrantes.