Maioria dos pedidos de asilo tem sido rejeitada e há neste momento mais de 12 mil migrantes que já esgotaram todos os recursos legais. O destino provável é a deportação
Maioria dos pedidos de asilo tem sido rejeitada e há neste momento mais de 12 mil migrantes que já esgotaram todos os recursos legais. O destino provável é a deportaçãoas autoridades alemãs receberam mais de 38 mil pedidos de asilo de cidadãos nigerianos, nos últimos três anos, mas a maioria foi rejeitada, o que faz com que existam neste momento mais de 12 mil migrantes que já esgotaram todos os recursos legais e têm de abandonar o país. Prevê-se um aumento significativo das deportações nos próximos tempos. as deportações da alemanha para a Nigéria, segundo a agência noticiosa DW, aumentaram de 44, em 2016, para 282, entre janeiro e agosto do ano passado. Foram feitas várias criticas à forma como muitos nigerianos foram deportados, mas apesar das reclamações, os observadores não acreditam que o governo alemão mude de estratégia. Diria que não há tantas deportações para a Nigéria como os ministros da Segurança Interna da alemanha e da União Europeia gostariam. Mas há um medo real de que estas deportações sejam feitas com muito mais rigor do que antes, admite Karl Kopp, do grupo pró-refugiados Proasyl. Recorde-se que, o ano passado, alguns jornais nigerianos e cidadãos deportados da alemanha relataram que foram algemados durante todo o voo de regresso a casa. Outros disseram que foram forçados a tomar medicamentos contra a sua vontade. O governo alemão negou as acusações, tendo sublinhado não ter tido conhecimento de violações aos direitos humanos durante o processo de deportação. No entanto, rex Osa, ativista nigeriano para os refugiados, contou à DW que os problemas dos deportados continuam à chegada ao país de origem: ao chegar ao aeroporto, eles são deixados no portão das cargas sem que ninguém se mostre preocupado com a situação. Têm de implorar por telemóveis para ligar aos familiares e amigos. alguns dormem na rua durante dias a fio até poderem contactar as suas famílias. Sabemos também que as jovens com filhos, mães solteiras, são abandonadas lá com os seus filhos, denunciou o ativista.