Pela primeira vez, os investigadores analisaram os anos de educação e desnutrição infantil em todos os países de baixos e médios rendimentos. Os piores resultados verificaram-se no afeganistão, Níger e Gâmbia
Pela primeira vez, os investigadores analisaram os anos de educação e desnutrição infantil em todos os países de baixos e médios rendimentos. Os piores resultados verificaram-se no afeganistão, Níger e Gâmbiaapesar dos progressos alcançados nas metas para uma educação global, um novo estudo acaba de revelar que uma em cada 10 mulheres com idades entre os 20 e os 24 anos em países de baixos e médios rendimentos nunca foi à escola, e uma em cada seis não completou a escola primária. Os resultados da investigação, publicados na revista Nature, baseiam-se em dados da educação e desnutrição infantil recolhidos, pela primeira vez, em todos os países mais pobres. as nações com as taxas mais altas de mulheres com zero anos de educação são o afeganistão, Níger e Gâmbia. O estudo mostra que a desigualdade de género na educação persiste em muitas regiões, e que, em geral, os homens conseguem ter mais anos de educação que as mulheres. Foi observada uma brecha de mais de três anos entre homens e mulheres em quase 140 distritos no Iémen, Sudão, Sudão do Sul, Nigéria, Quénia, República Democrática do Congo, angola e afeganistão. Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas estabeleceram um objetivo de educação secundária universal para 2030. Mas em 2017, menos de um por cento dos distritos estudados estavam perto de alcançar esta meta, tanto para homens como para mulheres. Em relação aos problemas de crescimento infantil, os investigadores concluíram que uma em cada quatro crianças com menos de cinco anos dos países estudados ainda sofrem pelo menos uma dimensão de desnutrição.