Custos baixaram cerca de 20 por cento em relação ao ano passado, pois a cobertura dos seguros em algumas das zonas afetadas, como Moçambique, é muito reduzida
Custos baixaram cerca de 20 por cento em relação ao ano passado, pois a cobertura dos seguros em algumas das zonas afetadas, como Moçambique, é muito reduzidaUm balanço à atividade das seguradoras em 2019, apresentado por uma companhia suíça, revela que se registou uma diminuição nas perdas económicas relacionadas com desastres naturais e humanos, sobretudo devido à pouca cobertura dos seguros nas zonas mais afetadas. Segundo o relatório final, só as catástrofes naturais provocaram prejuízos de cerca de 120 mil milhões de euros, o que representa uma descida de 20 por cento face aos valores do ano passado. Em termos absolutos, verificou-se um prejuízo de 125 mil milhões, em comparação com os 158 mil milhões registados em 2018. Os ciclones foram os eventos naturais mais devastadores, com o primeiro semestre a ser marcado pelos ciclones Idai e Kenneth em Moçambique e países vizinhos e pelo Fani na Índia. Estas catástrofes somaram quase 1. 400 vítimas.como nestas regiões as coberturas de seguros são muito baixas, os custos para as seguradoras forma moderados. Entre os eventos mais caros para as seguradoras, na segunda metade do ano, conta-se o supertufão Hagibis, que afetou o Japão e áreas vizinhas em outubro, e custou mais de 7,1 mil milhões de euros às companhias de seguros. Há ainda a destacar o furacão Dorian, que atingiu as Bahamas e a Carolina do Norte, nos Estados Unidos da américa, e custou quase quatro mil milhões de euros. Também as perdas provocadas por desastres causados pelo homem, como incêndios ou acidentes industriais, diminuíram este ano relativamente a 2018, custando cerca de 6,2 mil milhões de euros, ou seja, menos 31 por cento do que no ano passado. as perdas causadas por desastres humanos e cobertas pelas companhias de seguros atingiram os 50,3 mil milhões de euros, ficando abaixo da média nos últimos dez anos, refere o relatório, citado pela agência Lusa.