Carta Pastoral recorda que a propagação dos comportamentos contra a dignidade das pessoas pode degenerar em conflitos tribais ainda mais devastadores para a coesão nacional
Carta Pastoral recorda que a propagação dos comportamentos contra a dignidade das pessoas pode degenerar em conflitos tribais ainda mais devastadores para a coesão nacionalPreocupados com a degradação crescente do clima social, os bispos dos Camarões emitiram uma Carta Pastoral a alertar a população para os perigos do tribalismo, que ameaçam a coesão nacional. a propagação de atitudes, palavras e comportamentos que denotam um desprezo inaceitável pela dignidade humana, corre o risco de degenerar em conflitos tribais ainda mais devastadores, avisam os prelados. No documento, citado pela agência Fides, os bispos lamentam a degradação social que tem vindo a sentir-se no país e criticam os políticos que através de formas calculadas de linchamento mediático tentam converter os seus inimigos políticos e ideológicos em inimigos de todo o povo, como fez Saul contra David. Segundo a Carta Pastoral, as disfunções do Estado fazem com que as pessoas não consigam encontrar nas instituições estatais o que se deve esperar delas, em particular a garantia de trabalho, uma resolução rápida e equitativa das disputas legais, assistência justa nos hospitais, a segurança das pessoas e bens, e recorram ao grupo tribal a que pertencem. Desse ponto de vista, a má gestão governamental abre caminho ao tribalismo. O desenvolvimento harmonioso de uma nação deriva da sinergia de ação em que o todo se compõe das partes unidas e cada pessoa floresce ao mesmo tempo com o que dá e o que recebe, num espírito de irmandade e com o coração aberto, concluem os bispos, convidando o povo camaronês a despertar, comprometer-se e a reconstruir.