agência das Nações Unidas para os assuntos Humanitários descreve um cenário «alarmante» em Idlib, com os civis cercados pelos combates entre as forças governamentais e os grupos armados
agência das Nações Unidas para os assuntos Humanitários descreve um cenário «alarmante» em Idlib, com os civis cercados pelos combates entre as forças governamentais e os grupos armados a situação humanitária na Síria está pior do que no início do ano e há civis de ambos os lados da linha da frente a sofrerem as consequências dos combates, assim como funcionários das unidades de saúde, alertou esta semana a secretária-geral assistente para assuntos Humanitários das Nações Unidas. Segundo Ursula Mueller, a Síria enfrenta um conflito desde março de 2011 que causou um sofrimento incalculável a mulheres, homens e crianças e forçou mais da metade do país a deixar suas casas, e a situação parece não estar a melhorar. Nas últimas semanas, na região noroeste, a violência deslocou até 60 mil pessoas, e a chuva, o frio e o inverno aumentaram as dificuldades de muitas famílias deslocadas e das suas comunidades anfitriãs. além disso, a falta de aquecimento faz com que muitas famílias de Idlib tenham que queimar pneus, roupas velhas e outros utensílios domésticos para se aquecer, apesar dos esforços das organizações humanitárias para ajudar os mais vulneráveis, inclusive com assistência alimentar a famílias recém-deslocadas e serviços de saúde e proteção de emergência. Perante este cenário alarmante, Mueller prevê uma vasta escala de necessidades humanitárias para 2020. as projeções atuais indicam que cerca de 11 milhões de pessoas precisam de assistência humanitária regular, sendo que cinco milhões estão em situação crítica. O custo estimado desta ajuda é de quase três mil milhões de euros.