associação representativa do setor queixa-se dos prejuí­zos provocados pelos ataques armados no principal eixo rodoviário do país. algumas empresas ponderam abandonar a rota devido à insegurança
associação representativa do setor queixa-se dos prejuí­zos provocados pelos ataques armados no principal eixo rodoviário do país. algumas empresas ponderam abandonar a rota devido à insegurança a associação dos Transportadores de Sofala (aSTROS) exige medidas urgentes ao governo moçambicano, para travar o clima de insegurança provocado pelos ataques armados no centro do país, e que está a causar prejuízos elevados às empresas de transportes. O governo tem de encontrar uma solução urgente. Olhamos para a situação com preocupação porque os nossos camiões, uma vez queimados, não são restituídos. Os seguros não preveem a restituição de uma viatura danificada, alertou Henriques Castro, porta-voz da associação, após uma reunião de avaliação aos efeitos da violência. No centro das preocupações dos empresários e profissionais do setor estão os ataques que se têm registado nas províncias de Manica e Sofala, nos dois dos principais corredores rodoviários do país, a EN1, que liga o norte ao sul, e a EN6, que liga o porto da cidade da Beira ao Zimbabwé e restantes países do interior da África austral. Segundo Henrique Castro, há transportadores que ponderam abandonar a rota devido à insegurança e outros que já perderam os seus camiões devido aos ataques. Por outro lado, a violência armada pode ter um impacto negativo na imagem de Moçambique, sobretudo junto dos países vizinhos que recorrem às estradas moçambicanas para chegar aos portos por não terem acesso ao mar. as incursões armadas nas províncias de Sofala e Manica já causaram pelo menos 11 mortos desde agosto deste ano. Em outubro passado, dezenas de camionistas protestaram contra a insegurança na EN1, exigindo uma ação enérgica por parte das autoridades face aos ataques contra viaturas naquela região.