Em Espanha é habitual ver e ouvir nas notícias como chegam imigrantes africanos em pequenas embarcações chamadas “pateras”. a opinião pública está anestesiada ante a avalanche.

Em Espanha é habitual ver e ouvir nas notícias como chegam imigrantes africanos em pequenas embarcações chamadas “pateras”. a opinião pública está anestesiada ante a avalanche.
São centenas de imigrantes, homens, mulheres e até menores, que desafiando as autoridades e a própria natureza se aventuram em frágeis embarcações, amontoados, cheios de frio e de medo, na procura do que pensam ser uma vida melhor na Espanha, na Europa.
actualmente há uma mudança de estratagema. Para evitar ser interceptados pela forte vigilância de Marrocos, o lugar de partida dos imigrantes subsarianos para as Canárias passou a ser a costa mauritana. Viajam em embarcações de pesca tradicionais com capacidade para mais de 70 pessoas. Muitas vezes não existem máfias como intermediários, são os próprios imigrantes que se agrupam, conseguem a embarcação e um sistema de navegação. Deste modo o preço da tarifa baixa de uns mil euros para uns 250 euros.
a 6 de Março dispararam os alrmes. Da costa de Nouadhibou, na Mauritânia, foi avistada uma embarcação à deriva com 75 pessoas no seu interior. Desde esse dia calcula-se que mais de mil pessoas tenham chegado ilegalmente às Canárias. Têm que percorrer uns 1. 500 quilómetros, o que aumenta o risco de naufrágio.organizações de ajuda humanitária calculam em mais de 1. 200 os mortos ou desaparecidos.
Nas Canárias, sobretudo em Tenerife, os serviços públicos e as organizações estão sobrelotadas. Precisam de pessoal, especialmente tradutores, produtos de higiene pessoal, alimentação, roupa e espaços adequados. as autoridades foram até obrigadas a usar um centro sem aquecimento tornando difícil a permanência no edifício, especialmente durante a noite.
Organizações como Médicos do Mundo advertem que estas medidas são assistenciais e que a principal aposta para enfrentar este tipo de imigração deve ser a redução das diferenças económicas entre os países.
a Espanha tem que enfrentar um problema que é de todo o nosso mundo, mas uma vez mais nos preocupamos com a criação de obstáculos à afluência massiva de pessoas e não nos propomos a trabalhar para evitar as motivações que os levam a arriscar até a própria vida.

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