país acolhe mais de 1,3 milhões de pessoas provenientes dos vizinhos Sudão do Sul e República Democrática do Congo. Os serviços básicos de assistência correm o risco de colapsar no início do próximo ano
país acolhe mais de 1,3 milhões de pessoas provenientes dos vizinhos Sudão do Sul e República Democrática do Congo. Os serviços básicos de assistência correm o risco de colapsar no início do próximo anoUm grupo de 40 organizações não governamentais lançou esta semana um apelo à comunidade internacional para ajudar o Uganda a responder às necessidades dos mais de 1,3 milhões de refugiados que se encontram no país, provenientes dos vizinhos Sudão do Sul e República Democrática do Congo (RDC), naquela que é considerada uma das maiores crises de deslocados do mundo. No documento, subscrito por organizações como os Médicos do Mundo, Conselho Norueguês para os Refugiados, Save the Children ou World Vision, é referido que os serviços básicos de educação, assistência médica ou alojamento correm o risco de colapsar em janeiro do próximo ano se não forem aumentados os fundos com urgência, uma vez que o plano de resposta para 2019 só recebeu 39 por cento da verba necessária. Estamos à beira de uma grande crise. Há vidas em jogo. No início de 2020, esgotam-se os fundos e terão que ser encerrados vários serviços fundamentais. Não haverá dinheiro para pagar aos professores e ao pessoal médico e teremos que fechar programas que apoiam alguns dos refugiados mais vulneráveis, sublinha a responsável local da Sace the Children, Brechtje van Lith. Entre as preocupações das organizações subscritoras do apelo estão também o saneamento – em alguns acampamentos a taxa de latrinas não chega a 50 por cento do nível considerado seguro -, e a alimentação, uma vez que os índices de desnutrição têm crescido nos últimos anos. a desnutrição aguda em alguns campos ronda já os 14 por cento, muito perto do limiar de emergência.