Francisco considera que um sacerdote deve ser, acima de tudo, um homem de oração, pois é dessa «intimidade com Jesus» que brota a verdadeira caridade

Francisco considera que um sacerdote deve ser, acima de tudo, um homem de oração, pois é dessa «intimidade com Jesus» que brota a verdadeira caridade
O Papa Francisco celebra esta sexta-feira, 13 de dezembro, 50 anos de ordenação sacerdotal, uma vocação que despertou durante uma confissão, em que diz ter experimentado uma profunda prova da misericórdia de Deus. Ordenado em Buenos aires, argentina, quando tinha 33 anos, Jorge Mario Bergoglio chegou a líder da Igreja Católica e tem apelado insistentemente com os sacerdotes para que coloquem sempre Jesus no centro da sua vida, renovando diariamente as promessas da sua ordenação. Nos vários ensinamentos sobre a vida sacerdotal, compilados pelo portal de notícias do Vaticano, é destacada a importância que Francisco sempre deu à homilia, ao exortar os padres a prepararem mensagens breves, que não sejam espetáculo nem uma conferência, nem lição puramente moralista e doutrinal, mas capazes de queimar corações. Em relação à monstruosidade dos abusos cometidos por sacerdotes, o Papa tem repetido a sua proximidade às vítimas e a solidariedade para com os muitos bons sacerdotes que suportam o peso dos crimes que não cometeram. Seria injusto não reconhecer tantos sacerdotes que, de modo constante e integral, oferecem tudo o que são e o que têm para o bem dos outros. O sacramento da Reconciliação e a atitude no confessionário é outro tema da vida sacerdotal a que o Papa dá particular relevo. É normal que haja diferenças de estilo entre os confessores, mas estas diferenças não dizem respeito à substância, isto é, à sã doutrina moral e à misericórdia. Nem o laxista nem o rigorista dão testemunho de Jesus Cristo, porque nem um nem o outro se encarregam da pessoa que encontram, tem advertido.