Bispos portugueses apoiam Jornadas de Cuidados Paliativos em Portugal para ajudar a reforçar a sua luta contra a legalização da eutanásia, agora que foi anunciado que o tema deverá voltar a ser debatido em assembleia da República
Bispos portugueses apoiam Jornadas de Cuidados Paliativos em Portugal para ajudar a reforçar a sua luta contra a legalização da eutanásia, agora que foi anunciado que o tema deverá voltar a ser debatido em assembleia da RepúblicaO porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), padre Manuel Barbosa, anunciou esta terça-feira, 10 de dezembro, a realização em Portugal de um encontro inédito sobre cuidados paliativos, que irá reunir um grupo de especialistas nacionais e estrangeiros e servirá como mais um contributo da Igreja para reforçar a sua posição contra a legalização da eutanásia, um tema que deverá voltar à assembleia da República nos primeiros meses do próximo ano. Não sei se [o encontro] vai coincidir com o debate [parlamentar], mas é mais um ato importante para demonstrar que não desistimos da luta para que a eutanásia não vá para a frente, afirmou o sacerdote, no final da reunião mensal do Conselho Permanente da CEP, em Fátima. Promovidas pela academia Pontifícia para a Vida, da Santa Sé, e apoiadas pela CEP, as Jornadas de Cuidados Paliativos estão agendadas para 16 e 17 de março, na Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa) e em Fátima, respetivamente, e têm como objetivo reafirmar a importância deste tipo de cuidados de saúde, humanizados e rigorosos e que permitem intervir ativamente no sofrimento das pessoas de todas as idades, com doenças graves, avançadas e progressivas, valorizando a pessoa doente e a sua família, a sua dignidade e a proteção da vida. Numa publicação, elaborada com a contribuição de especialistas de diferentes crenças, a academia Pontifícia realça que são necessários avanços nos cuidados paliativos globais para ajudar mais de 25 milhões de pessoas que morrem a cada ano com graves problemas de saúde, sem que a atual oferta de cuidados continuados consiga responder à crescente procura. Na reunião, os bispos que integram o CP da CEP abordaram ainda a preparação da Jornada Mundial da Juventude 2022, em Lisboa, e além de tomarem conhecimento que a organização estabeleceu como idade limite para os participantes dos 14 aos 30 anos, decidiram publicar em breve uma Nota Pastoral, para acompanhar a peregrinação da Cruz e do Ícone das jornadas pelas dioceses portuguesas.