Centro de acolhimento gerido pela Organização Internacional para as Migrações está lotado e muitos dos migrantes acabam por instalar-se em barracas num terreno que antes funcionava como lixeira
Centro de acolhimento gerido pela Organização Internacional para as Migrações está lotado e muitos dos migrantes acabam por instalar-se em barracas num terreno que antes funcionava como lixeiraas baixas temperaturas que se têm feito sentir na Bósnia estão a dificultar a mobilidade de milhares de migrantes que entraram no país com a esperança de chegar até à fronteira com a Croácia e entrar no espaço da União Europeia. Muitos acabaram a viver em barracas sem o mínimo de condições e a colocar a sua vida em risco. a Organização Internacional para as Migrações (OIM) tem a funcionar um centro de acolhimento para migrantes, numa antiga fábrica de frigoríficos na cidade de Bihac, no norte do país, onde disponibiliza acomodações básicas, refeições quentes, atendimento médico e serviços de higiene. Porém, o espaço, com capacidade para 2. 000 pessoas, há muito que atingiu a lotação máxima. Sem vaga neste centro, os migrantes têm-se instalado em barracas num terreno que antes funcionava como lixeira, enfrentando temperaturas negativas e dificuldades a vários níveis, como a falta de água ou saneamento básico. as condições improvisadas em que vivem milhares de seres humanos em Vucjak são vergonhosas. aquele campo não deveria nem ter sido criado, alertou a comissária de Direitos Humanos do Conselho da Europa, Dunja Mijatovic. O local para instalação deste campo foi cedido pelas autoridades municipais, mas o conselheiro do município, Edin Moranjkic, alertou que não é justo esperar que uma cidade pequena como Bihac assuma a responsabilidade por migrantes e refugiados. No início, as pessoas da cidade tinham empatia e eram compreensivas em relação à questão da imigração. Mas houve problemas com a presença dos imigrantes e o governo do Estado [que não deu ajuda]. Sentimos que o governo nos abandonou, disse o responsável.