Milhares de pessoas vão ficar sem assistência alimentar temporariamente por não existirem condições de segurança para as equipas humanitárias se movimentarem no terreno
Milhares de pessoas vão ficar sem assistência alimentar temporariamente por não existirem condições de segurança para as equipas humanitárias se movimentarem no terrenoO Programa alimentar Mundial (PaM) anunciou recentemente a suspensão temporária da distribuição de ajuda humanitária na região este da República Democrática do Congo (RDC), por falta de condições de segurança para o pessoal que assegurava as operações no terreno. Milhares de pessoas ficarão privadas de assistência alimentar. a tensão na província de Kivu do Norte tem vindo a aumentar desde o lançamento da operação desencadeada pelo governo contra as Forças Democráticas aliadas e os grupos armados estão a atacar civis e populações deslocadas na região, matando dezenas de pessoas e deixando outras isoladas pelo fogo cruzado, explicou o porta-voz do alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (aCNUR), Charlie Yaxley. a cidade de Beni tem cerca de 500 mil habitantes, mas segundo o aCNUR, já há pelo menos 275 mil que foram deslocados e vivem nos arredores, em condições degradantes. as crianças necessitam de apoio imediato, pois muitas perderam os seus pais e ficam mais expostas ao recrutamento forçado por parte dos grupos armados. as mulheres também enfrentam riscos de violência sexual, abusos e exploração. Devido a este clima de insegurança, a Organização Mundial de Saúde (OMS) também já informou que os níveis de vigilância e prevenção do ébola tiveram que ser reduzidos de 86 para 59 por cento, uma vez que um terço do pessoal envolvido na resposta à doença em Beni foi colocado temporariamente em Goma. até 26 de novembro, a epidemia, declarada em agosto do ano passado, tinha provocado a morte a mais de 2. 100 pessoas.